sexta-feira, outubro 27, 2006

Da série TEXTÍCULOS, versinhos ridículos

Como será o não ser?
Há o não haver?
Meus sentimentos a quem não sente mais...


Sempre assim
Sabia que ia ser
Eu a idiota no fim

Se eu não escrevo é porque não sinto?
O que fica dentro é o que eu invento
Só não te falo porque não minto.

Vinho tinto
Sanguesanguesangue
Suga
Todo este vinho, toda tua culpa.

Ponto de fuga


Desencanto
No meu canto
Eu não canto mais pra ti

Cantada fraca
Fracasso merecias
Vai cantar outras gurias!

Anão de jardim,
Procura alguém da tua altura
E não olha mais pra mim

Três estrofes e nove versos



A seriedade das coisas
O que é sério, Sírio?
Tu és bonito. Te digo isto e é engraçado. Mas é sério...
É sério é verdade?
Nem sempre a verdade é séria.

Sorria




De tudo isso, gostei dos títulos no fim
De tudo isso, no fim, gostei dos títulos
Gostei de tudo isso no fim
No fim, gostei de tudo
Gostei

Dos títulos

domingo, outubro 08, 2006

expiração

contrário de inspiração
inspira... expira...
se não estou inspirada hoje,
eu estou expirada?
ex-pirada?
nada de piração, nenhuma idéia
então respiro, inspiro...
e piro, repiro!

segunda-feira, outubro 02, 2006

Finalmente comecei!

Cá estou, postando pela primeira vez! Criei o blog num dia de inspiração (...não! Um dia de reflexão, lamentações, saudades, deprê, irritação... = TPM),e só hoje estou postando...
Há tempos queria ter feito um, mas tenho uma certa dificuldade em materializar as coisas. Projetos, desejos, obrigações... Enquanto não sai da minha cabeça está tudo perfeito, do jeitinho que eu quero... Eu penso demais!!! Tá, já é um começo... mas é SÓ o começo. Não!!! Pensar é antes do começo. Começar é o mais difícil pra mim. Maldita inércia!
Então tá... finalmente comecei. E com esse paradoxo como título, porque as contradições fazem parte de mim. Eduardo Galeano me entende:

"Cada promessa é uma ameaça; cada perda um encontro. Dos medos nascem as coragens; e das dúvidas as certezas. Os sonhos anunciam outra realidade possível, e os delírios, outra razão.Somos, enfim, o que fazemos para transformar o que somos. A identidade não é uma peça de museu, quietinha na vitrine, mas sempre assombrosa síntese das contradições nossas de cada dia.Nessa fé, fugitiva, eu creio. Para mim, é a única fé digna de confiança, porque é parecida com o bicho humano, fodido mas sagrado, e à louca aventura de viver no mundo."
O Livro dos Abraços - Eduardo Galeano

E como eu não gosto do fim, deixo tudo com início, meio e meio... Metades que se completam, mas não se fecham. Assim... sempre aberto a um novo começo.