quarta-feira, abril 29, 2009

aconteceu comigo

eu costumava passar por ali e ele sempre me cumprimentava sorrindo.
tinha certeza que não o conhecia, pelo menos desta vida. desconfiava do juízo dele, envermelhecia e passada reto, fingindo que não era comigo. mas era! depois de cinco vezes eu tinha certeza que era. e resolvi que iria corresponder o sorriso. mas eu sempre estava ocupada demais, feliz demais ou aérea demais para me lembrar, no momento que ele me abanava, que eu tinha resolvido retribuir. aí vieram as férias, um longo período sem passar por este caminho... já tinha até esquecido da existência dele, quando as aulas voltaram e eu voltei a vê-lo. ele era o mesmo: o mesmo sorriso, a mesma mão me abanando. eu era outra. naquele dia eu era outra: eu não sabia mais quem eu era. não sabia de mais nada, todas minhas certezas tinham se acabado. e quando eu olhei e vi ele me chamando, eu fui. abracei, beijei, sorri, e tudo foi sincero. quando tirei os óculos escuros pra falar com ele, me disse: "teus olhos são tão lindos! só usa o óculos quando tiver sol de verdade" acho que sabia que meu dia estava cinza... ele perguntou o que eu ia fazer naquele momento e eu respondi que ia almoçar no RU. eu poderia ter respondido que eu ia recomeçar e que agora eu ia ser feliz; que aquele abraço dele me deu a certeza de que tudo ia ficar bem, que muitas coisas ainda me fariam sorrir tão verdadeiramente como ele me fez... tirei o óculos e tudo foi ficando mais claro e mais bonito. :)
às vezes eu consigo ser tão engraçada e interessante em uma conversa, mas escrevendo eu sou tão... melancólica? chata? egocêntrica? EMOtiva?
ai ai...

agora

não quero pensar. não quero pensar no passado, não quero pensar no futuro... o pior é que não tô querendo nem pensar no presente!
chocolates, flores, uma tartaruga? remedinho pra verruga?
escrever sem pensar, falar, ousar... esquecer esquecer esquecer! aquele filme que eu vi e fez eu pensar que era de outro jeito que não o que eu sou. que fez eu achar que gostava de coisas que eu nunca admirei, nunca precisei.
quero as coisas simples, as coisas claras e intensas! a calmaria daquele barco me enjoou e eu pulei no alto mar, mesmo sem saber nadar. mas eu sei boiar, e me locomover na água debilmente. nem digo cachorrinho, por que um cachorro seria melhor. mas meu instinto de sobrevivência fala alto, assim como fala, agora, o meu instinto de felicidade!