segunda-feira, maio 11, 2009

Bela Bagatela

Letícia disse...

Sexta-feira, Maio 01, 2009
No inverno, o cassino é underground. Os mais velhos tendem a enxergar o lado triste, apático, do vazio e da solidão. Uns moram lá durante todo ano, enquanto outros se refugiam lá em alguns fins de semana. Mas há aqueles jovens que sentem na pele o ar da liberdade, botam os pés naquelas ruas de areia num andar sem rumo pela noite. Fazendo festas nas casas de veraneio de seus pais e encontrando escapes para suas vidas pacatas.
No verão, chega gente de tudo quanto é parte do estado. A noite na avenida principal fica intransitável. Gente de todas as idades, de todas as espécies. Domingo fica meio perigoso. Ônibus lotado e farofa pelo chão. Fora isso, é um lugar agradável como tantos no Brasil. Cassino: terra de ninguém e mil histórias pra contar.
É balneário de uma cidade histórica, onde se encontra a maior praia do mundo em extensão. Acidentalmente, está localizada no fim do mundo.

Postado por Leti às 3:12 PM



Laura disse...

não é terra de ninguém! é a minha terra! a tua terra! ;) acidentalmente nós nascemos aí. balneário que faz parte do nosso histórico. dunas que teriam muito para contar, mas que tão sempre diferentes, assim como nós cada vez que vamos lá. ruas de areia que espero que nunca virem asfalto e por onde deixamos marcas de pegadas, de bicicleta, de carro, ou até mesmo de xixi! me emocionei :~

Um comentário:

.Kel. disse...

ainda bem que ficou quase no fim do mundo.. imagina se todos o descobrissem o ano todo, não seria mais o nosso cassino...

saudades de andar sem rumo nas ruas a noite com meus cães, ou ir no Bagé comprar um vinho de 5 reais, ou ainda beber uma cerveja no Larus em plena quarta-feira...
saudades do cassino...